Publicado por: guizanelato | dezembro 14, 2010

Octa, mas que Octa?

Inicio minha jornada neste blog com uma questão ainda não confirmada pela CBF porém chacelada pela emissora que caminha ao seu lado : A unificação dos títulos pré 1971.

Segundo tal emissora, os títulos dos campeonatos “Roberto Gomes Pedroza” e “Taça Brasil” seriam equiparados (/pvc) aos títulos dos campeonatos “Brasileiros” .

Inicialmente, como palestrino, ficaria contente pois finalmente alguém teria a idéia da grandeza desses títulos conquistados pelo Palmeiras [É díficil para alguém torcedor de uma agremiação compreender o fato de outro time ser campeão de qualquer título] . No entanto depois de pensar um pouco sobre o assunto, acabei por discordar em partes tal decisão da CBF.

A idéia de dar um upgrade na importância dos títulos pré-1971 é fantástica, principalmente para àqueles que fizeram parte dessas conquistas; além de enaltecer ainda mais a história desse esporte. Porém os critérios utilizados foram simplistas. O formato dos campeonatos até cabem uma equiparação, mas da seguinte maneira : Roberto Gomes Pedroza está para o Campeonato Brasileiro assim como a Taça Brasil está para a Copa do Brasil; como inteligentemente o jornalista Mauro César Pereira organizou em  março de 2009 (link).

A Taça Brasil , de 1967 coroou o Palmeiras como campeão em apenas 4 partidas devido aos critérios de classificação; no formato mata-mata (fonte-rsssf) .

Já o Robertão é similar ao campeonato Brasileiro de hoje; porém existia uma divisão em dois grupos. Todos se enfrentavam e os dois primeiros colocados de cada grupo participariam de um quadrangular final, na qual enfrentariam entre si. O primeiro colocado seria o campeão. Também em 1967, o Palmeiras sagrou-se campeão deste torneio (fonte-rsssf).

Em um mesmo ano, o Palmeiras, segundo os novos critérios, seria bicampeão brasileiro. Não existiria nenhum problema caso o formato de ambos fossem similares.

Nessa lógica, o Octacampeonato somente existiria em uma abordagem geral : “O Palmeiras é Octacampeão nacional : 4 Brasileiros + 2 Robertões + 2 Taças Brasil + 1 Copa do Brasil …”

No entanto toda essa diversidade está sendo colocada em um mesmo saco. Há quem diga que isso seja até prejudicial para alguns times. Segundo o jornalista Rodrigo Bueno, o nosso Palestra perderia a exclusividade de ter ganho todos os campeonatos nacionais possíveis já que tudo virou “Brasileirão” (twitter) .

Apesar de toda pompa colocada sobre estes títulos, acredito que existiu uma grande falha geral, pois as grandes mídias, torcedores, clubes e CBF não colocavam em seu devido lugar os títulos pré-1971 :

1) O Robertão por sí só vale muita coisa, porém nenhum clube colocava em seu uniforme uma estrela representando tal competição; Mas já vi times com estrelas de prata simbolizando título da Série B… ;

2) Não precisa ser chamado de Brasileirão pra ser argumento em discussões clubísticas, caros torcedores;

3) Tais campeonatos não deveriam ser equiparados devido pressões estratégicas como aconteceu neste fim de campeonato com o “tri das laranjeiras” ;

4) Esse “tri” do Fluminense fora noticiado a 4 cantos – em 1993 ou 1994, por exemplo, não houve nenhuma manchete deste tipo; Mesmo encontrando pessoas gritando os mesmos dizeres nos momentos de festa;

obs) Só um aviso à grande mídia : Palmeiras e Santos não se tornaram agora os maiores vencedores nacionais;

Por isso a pergunta que não quer calar : Octa, mas que Octa?

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